Em 1992 foi criada a Coordenadoria Nacional de Educação a Distância na
estrutura do MEC e, a partir de 1995, a Secretaria de Educação a
Distância.
Entre muitos projetos, alguns lamentavelmente sem registro selecionaram alguns
que pontuam a trajetória da teleducação no Brasil.
Itinerário de uma estratégia
A comunicação educativa com o objetivo de provocar a aprendizagem em
discípulos fisicamente distantes encontra suas origens no intercâmbio de mensagens
escritas, desde a Antigüidade.
Inicialmente na Grécia e, depois, em Roma, existia uma rede de comunicação
que permitia o desenvolvimento significativo da correspondência. Às cartas comunicando
informações sobre o quotidiano pessoal e coletivo juntam-se as que transmitiam
informações científicas e aquelas que, intencional e deliberadamente,
destinavam-se à instrução.
Em 1891, a administração da Universidade de Wisconsin aprova proposta
apresentada pelos professores de organização de cursos por correspondência nos
serviços de extensão universitária.
Um ano depois, em 1892, foi criada uma Divisão de Ensino por Correspondência,
no Departamento de Extensão da Universidade de Chicago, por iniciativa do
Reitor William R. Harper, que já havia experimentado a utilização da
correspondência para preparar docentes de escolas dominicais.
A educação a distância no Brasil
Sua evolução histórica, no Brasil como no mundo, é marcada pelo surgimento
e disseminação dos meios de comunicação.
Vivemos a etapa do ensino por correspondência; passamos pela transmissão
radiofônica e, depois, televisiva; utilizamos a informática até os atuais processos
de utilização conjugada de meios - a telemática e a multimídia.
A utilização de novas tecnologias propicia a ampliação e a diversificação
dos programas, permitindo a interação quasem presencial entre professores e
alunos.
Mas seja qual for à tecnologia adotada, a EAD terá que ter, sempre, uma
finalidade educativa.
Considera-se como marco inicial à criação, por Roquete-Pinto, entre 1922
e 1925, da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro e de um plano sistemático de
utilização educacional da radiodifusão como forma de ampliar o acesso à
educação.
Algumas ações foram desenvolvidas ministrando aulas pelo rádio.
A partir da década de 60 é que se encontram registros, alguns sem
avaliação, de programas de EAD.
Foi criado, inclusive, na estrutura do Ministério da Educação e Cultura,
o Programa Nacional de Teleducação (Prontel), a quem competia coordenar e
apoiar a teleducação no Brasil. Este órgão foi substituído, anos depois, pela
Secretaria de Aplicação Tecnológica (Seat), que foi extinta.
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