domingo, 12 de janeiro de 2014

Itinerário de uma estratégia


Em 1992 foi criada a Coordenadoria Nacional de Educação a Distância na
estrutura do MEC e, a partir de 1995, a Secretaria de Educação a Distância.
Entre muitos projetos, alguns lamentavelmente sem registro selecionaram alguns que pontuam a trajetória da teleducação no Brasil.
Itinerário de uma estratégia
A comunicação educativa com o objetivo de provocar a aprendizagem em discípulos fisicamente distantes encontra suas origens no intercâmbio de mensagens escritas, desde a Antigüidade.
Inicialmente na Grécia e, depois, em Roma, existia uma rede de comunicação que permitia o desenvolvimento significativo da correspondência. Às cartas comunicando informações sobre o quotidiano pessoal e coletivo juntam-se as que transmitiam informações científicas e aquelas que, intencional e deliberadamente, destinavam-se à instrução.
Em 1891, a administração da Universidade de Wisconsin aprova proposta apresentada pelos professores de organização de cursos por correspondência nos serviços de extensão universitária.
Um ano depois, em 1892, foi criada uma Divisão de Ensino por Correspondência, no Departamento de Extensão da Universidade de Chicago, por iniciativa do Reitor William R. Harper, que já havia experimentado a utilização da correspondência para preparar docentes de escolas dominicais.
A educação a distância no Brasil
Sua evolução histórica, no Brasil como no mundo, é marcada pelo surgimento e disseminação dos meios de comunicação.
Vivemos a etapa do ensino por correspondência; passamos pela transmissão radiofônica e, depois, televisiva; utilizamos a informática até os atuais processos de utilização conjugada de meios - a telemática e a multimídia.
A utilização de novas tecnologias propicia a ampliação e a diversificação dos programas, permitindo a interação quasem presencial entre professores e alunos.
Mas seja qual for à tecnologia adotada, a EAD terá que ter, sempre, uma finalidade educativa.
Considera-se como marco inicial à criação, por Roquete-Pinto, entre 1922 e 1925, da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro e de um plano sistemático de utilização educacional da radiodifusão como forma de ampliar o acesso à educação.
Algumas ações foram desenvolvidas ministrando aulas pelo rádio.
A partir da década de 60 é que se encontram registros, alguns sem avaliação, de programas de EAD.
Foi criado, inclusive, na estrutura do Ministério da Educação e Cultura, o Programa Nacional de Teleducação (Prontel), a quem competia coordenar e apoiar a teleducação no Brasil. Este órgão foi substituído, anos depois, pela Secretaria de Aplicação Tecnológica (Seat), que foi extinta.
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